
Muito antes de drones sobrevoarem lavouras, da inteligência artificial auxiliar decisões no campo e da agricultura de precisão revolucionar a produção, a ciência já caminhava lado a lado com o produtor rural. Foi ela quem tornou as sementes mais produtivas, desenvolveu novas cultivares adaptadas ao Cerrado, aprimorou a genética animal, elevou a produtividade e consolidou o Brasil entre as maiores potências agropecuárias do planeta.
É justamente para incentivar as próximas inovações que podem transformar o campo que o Sistema Famasul, em parceria com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), promove a 7ª edição do Prêmio Agrociência. As inscrições entram na reta final e seguem abertas somente até esta sexta-feira (7).
A iniciativa busca reconhecer estudantes e pesquisadores que desenvolvem trabalhos científicos capazes de gerar soluções práticas para o agronegócio sul-mato-grossense, fortalecendo a conexão entre universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo. Ao todo, serão mais de R$ 94 mil em premiações, bolsas e incentivos destinados aos projetos de maior destaque.
A valorização da pesquisa está alinhada ao trabalho desenvolvido pelo Sistema Famasul e pelo Senar/MS, que há anos investem na qualificação profissional, na assistência técnica e na difusão de tecnologias que chegam diariamente às propriedades rurais. Além de formar mão de obra especializada por meio de cursos e capacitações reconhecidos nacionalmente, as instituições também estimulam a produção científica como ferramenta para impulsionar a inovação, a competitividade e a sustentabilidade do agro.
Podem participar estudantes regularmente matriculados em cursos técnicos, tecnológicos, de graduação e pós-graduação de instituições de ensino de Mato Grosso do Sul. Os trabalhos devem ser inéditos e enquadrados em uma das áreas temáticas previstas no regulamento: Produção Vegetal, Produção Animal, Economia, Meio Ambiente e Sociedade ou Inovação e Desenvolvimento Local.
Além da premiação concedida pela Famasul, a Fundect oferecerá incentivo financeiro aos projetos de maior relevância. Os três melhores trabalhos da categoria pós-graduação receberão R$ 20 mil cada para continuidade das pesquisas. Já os finalistas da graduação serão contemplados com bolsas de iniciação científica de R$ 700 mensais durante um período de 12 meses. Os professores orientadores dos trabalhos premiados também receberão certificado em barras de ouro, no valor de R$ 220.
Premiação
Os autores classificados em primeiro, segundo e terceiro lugar receberão premiações em barras de ouro, divididas por categoria.
Na categoria Técnico e Tecnólogo, os valores são de R$ 870 para o primeiro colocado, R$ 650 para o segundo e R$ 430 para o terceiro.
Na Graduação, as premiações serão de R$ 980, R$ 760 e R$ 540, respectivamente.
Já na Pós-graduação, os vencedores receberão R$ 1.080, R$ 870 e R$ 650.
As inscrições devem ser realizadas até esta sexta-feira (7), por meio do sistema SIGFUNDECT. O regulamento completo e todas as informações sobre o processo de participação estão disponíveis na página oficial do Prêmio Agrociência.
Mais do que premiar pesquisas, a iniciativa reforça que o futuro do agronegócio passa pelo conhecimento. Em um setor cada vez mais tecnológico, investir em educação, ciência e inovação significa desenvolver soluções para aumentar a produtividade, preservar os recursos naturais e garantir que Mato Grosso do Sul continue entre os protagonistas do agro brasileiro.
Por: Amanda Coelho
