Oferta restrita sustenta boi gordo e nova cota dos EUA melhora perspectivas para setembro

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setembro, sustentado pela oferta controlada de animais terminados e pela resistência dos pecuaristas em aceitar preços abaixo das referências. Com maior necessidade de compra, alguns frigoríficos elevaram as ofertas para garantir matéria-prima, mas o movimento ainda não foi suficiente para ampliar significativamente as escalas de abate.

Na quarta-feira, a arroba registrou valorização em seis das 17 regiões monitoradas. Nos dois dias seguintes, porém, os preços voltaram à estabilidade em todas as praças. Apesar da melhora no ambiente de negócios, as compras realizadas pelas indústrias mantiveram as escalas em níveis relativamente curtos, com média nacional inferior a sete dias.

Em São Paulo, a arroba permaneceu em R$ 350,00 nesta terça-feira. A média das demais regiões ficou em R$ 343,40. Pelo terceiro dia consecutivo, considerando a estabilidade registrada na sexta-feira e a retomada das negociações após o feriado, as cotações permaneceram sem alterações nas praças acompanhadas.

Exportações aos EUA entram no radar

O mercado também acompanha com atenção a possibilidade de aumento das exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos. A abertura temporária de uma cota adicional de 300 mil toneladas, com isenção tarifária por 90 dias, melhora as perspectivas para setembro, principalmente para cortes destinados à industrialização.

O volume, no entanto, será disputado por diferentes países fornecedores, o que significa que apenas uma parcela da nova cota deverá ser absorvida pelo Brasil.

O cenário ganha importância diante da perda de ritmo das compras chinesas após o preenchimento antecipado da cota de importação de carne brasileira para 2026.

Mercado futuro indica preços mais firmes

Na B3, os contratos futuros continuam negociados com prêmio em relação ao mercado físico, sinalizando expectativa de preços mais firmes para o último trimestre do ano.

A diferença aumenta nos vencimentos entre outubro e dezembro, em um movimento sustentado pela oferta mais restrita de animais terminados, pela expectativa de aumento sazonal do consumo no fim do ano e pela possibilidade de retomada das compras chinesas com a abertura da cota de 2027.

Na sexta-feira, o mercado futuro do boi gordo encerrou em alta pelo terceiro pregão consecutivo. O contrato com vencimento em novembro de 2026 foi o destaque, com a arroba cotada a R$ 378,45, avanço de 0,71% no dia.

Cautela permanece no mercado externo

Apesar das perspectivas positivas, a confirmação de um cenário mais firme dependerá do desempenho das exportações e do comportamento das escalas de abate nas próximas semanas.

A suspensão das compras pela União Europeia também limita o otimismo e volta a colocar em evidência desafios que já são conhecidos pelo setor desde 2019.

Por se tratar de um mercado estratégico e com maior valorização de determinados cortes, o episódio reforça a necessidade de adaptação da cadeia produtiva brasileira às exigências dos principais compradores internacionais. Rastreabilidade, controle do uso de antimicrobianos, bem-estar animal e sustentabilidade estão entre os pontos que exigem atenção para evitar novas restrições comerciais.

Preços nas principais praças

São Paulo
Boi comum: R$ 350,00
Boi China: R$ 350,00
Média: R$ 350,00
Vaca: R$ 325,00
Novilha: R$ 335,00
Escalas: seis dias

Minas Gerais
Boi comum: R$ 340,00
Boi China: R$ 340,00
Média: R$ 340,00
Vaca: R$ 320,00
Novilha: R$ 330,00
Escalas: nove dias

Mato Grosso do Sul
Boi comum: R$ 345,00
Boi China: R$ 345,00
Média: R$ 345,00
Vaca: R$ 320,00
Novilha: R$ 330,00
Escalas: cinco dias

Mato Grosso
Boi comum: R$ 330,00
Boi China: R$ 330,00
Média: R$ 330,00
Vaca: R$ 310,00
Novilha: R$ 320,00
Escalas: oito dias

Goiás
Boi comum: R$ 340,00
Boi China/Europa: R$ 340,00
Média: R$ 340,00
Vaca: R$ 320,00
Novilha: R$ 330,00
Escalas: seis dias

Por: Redação Caderno Agro
Fonte: Agrifatto/Acrissul.