Mato Grosso do Sul acelera rumo ao futuro e se consolida como potência agroambiental e logística do Brasil

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Enquanto boa parte da economia brasileira enfrenta desafios para manter o ritmo de crescimento, Mato Grosso do Sul segue escrevendo uma história diferente. Impulsionado pela força do agronegócio, pela industrialização, pelos investimentos em infraestrutura e por uma política de desenvolvimento baseada na sustentabilidade, o Estado vem se consolidando como um dos principais polos econômicos do país.

Nos últimos anos, o desempenho sul-mato-grossense tem chamado atenção de investidores nacionais e internacionais. Dados do próprio Governo do Estado apontam que Mato Grosso do Sul cresceu acima da média nacional na última década, atraindo uma carteira de investimentos privados superior a R$ 105 bilhões, dos quais mais de R$ 81 bilhões já estão consolidados.

O avanço não acontece apenas dentro das porteiras. O Estado se tornou referência nacional na produção de bioenergia, lidera a expansão da indústria da celulose no Brasil e aposta em um modelo de desenvolvimento que busca conciliar crescimento econômico, preservação ambiental e geração de oportunidades para a população.

Segundo dados do IBGE e de levantamentos econômicos estaduais, o agronegócio segue como principal motor da economia sul-mato-grossense. A produção de grãos, carne bovina, celulose, etanol e energia renovável impulsiona exportações e fortalece a arrecadação, contribuindo diretamente para a geração de emprego e renda.

Crescimento sustentável vira marca registrada

O diferencial de Mato Grosso do Sul está justamente na forma como esse crescimento vem sendo conduzido.

O Estado assumiu metas ambiciosas de sustentabilidade e trabalha para se tornar carbono neutro até 2030, projeto que vem sendo reconhecido nacionalmente. Paralelamente, mais de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas foram convertidos em áreas produtivas, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas e aumentando a eficiência da produção agropecuária.

Durante evento realizado recentemente em Campo Grande, o governador Eduardo Riedel destacou que a estratégia adotada nos últimos anos transformou o perfil econômico do Estado.

“O Mato Grosso do Sul se transformou, há pouco mais de dez anos, como um Estado que se propôs a ganhar excelência e ser muito competitivo na produção de alimentos e energia, e com sustentabilidade. Construímos, junto com o setor privado, soluções e oportunidades para as pessoas, e ganhamos tração nesse desenvolvimento”, afirmou.

Governador de MS, Eduardo Riedel, durante o Fórum Internacional da Agropecuaria em Campo Grande – Forto: Secom MS

Segundo o governador, o resultado desse trabalho aparece nos indicadores econômicos e sociais.

“Crescemos o dobro da média brasileira em uma década. Isso se traduz em oportunidade de emprego e renda. Nós viemos da 17ª renda média do país para a terceira maior. Somos o Estado que mais investiu no Brasil no ano passado, em percentual da sua receita corrente”, ressaltou.

Hoje, Mato Grosso do Sul conta com 22 usinas de bioenergia em operação — sendo 19 sucroenergéticas e três voltadas ao etanol de milho — todas produzindo etanol, bioeletricidade e, em muitos casos, exportando energia excedente para o Sistema Interligado Nacional.

Além disso, o Estado se consolidou como um dos maiores produtores brasileiros de celulose, atraindo gigantes globais do setor e fortalecendo sua posição como fornecedor estratégico de produtos sustentáveis para o mercado internacional.

Rota Bioceânica abre caminho para novos mercados

Se a produção cresce dentro do Estado, a logística é o próximo grande salto.

Uma das obras mais aguardadas pelos setores produtivos da América do Sul, a Rota Bioceânica, avança para transformar Mato Grosso do Sul em um dos principais corredores de exportação do continente.

O projeto ligará o Brasil aos portos do Oceano Pacífico por meio de uma integração rodoviária envolvendo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, reduzindo distâncias e custos logísticos para os mercados asiáticos.

A peça central desse sistema é a Ponte Binacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, considerada estratégica para a viabilização do corredor internacional.

Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck — responsável pela estruturação de diversas políticas de desenvolvimento do Estado — a nova rota representa uma transformação histórica para Mato Grosso do Sul.

Em apresentação recente sobre o tema, o secretário Artur Falcette destacou que o corredor vai muito além da infraestrutura.

“Estamos construindo uma nova plataforma de desenvolvimento para Mato Grosso do Sul, capaz de reduzir custos logísticos, ampliar mercados e gerar novas oportunidades de negócios para toda a cadeia produtiva do agronegócio.”

Segundo ele, os impactos serão sentidos diretamente na competitividade dos produtos sul-mato-grossenses.

“Com a nova ligação logística, teremos maior eficiência no escoamento da produção, especialmente de commodities agrícolas, carnes e produtos industrializados. Isso significa mais competitividade para nossos produtores e maior capacidade de inserção em mercados internacionais.”

A expectativa é que cidades estratégicas como Porto Murtinho, Dourados e Campo Grande se beneficiem diretamente da ampliação dos investimentos, da geração de empregos e da instalação de novos empreendimentos ligados à logística, armazenagem e comércio exterior.

Estado se posiciona para liderar nova fase do agro brasileiro

Com a China consolidada como principal destino das exportações estaduais — especialmente de carne bovina e celulose — e com mercados do Sudeste Asiático ampliando sua participação nas compras de produtos brasileiros, Mato Grosso do Sul busca ocupar uma posição cada vez mais estratégica no comércio global.

A combinação entre produção sustentável, industrialização crescente, investimentos em infraestrutura e a futura conexão logística com o Pacífico cria um cenário favorável para o avanço da economia estadual nos próximos anos.

Mais do que números, o momento vivido pelo Estado demonstra uma mudança estrutural. O antigo perfil essencialmente agropecuário dá lugar a uma economia mais diversificada, industrializada e integrada aos mercados internacionais.

Com investimentos bilionários em andamento, metas ambientais ousadas e obras que prometem redefinir a logística sul-americana, Mato Grosso do Sul consolida sua posição como uma das regiões mais dinâmicas do Brasil e se prepara para assumir papel cada vez mais relevante na produção de alimentos, energia renovável e soluções sustentáveis para o mundo.

Por: Amanda Coelho