Governo mantém fim de subsídio adicional ao diesel e frete pode sentir impacto nos custos

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O governo federal decidiu não retomar, neste momento, o subsídio adicional de R$ 0,35 por litro de diesel, encerrado no início de julho, mesmo com a alta do petróleo no mercado internacional. A medida pode pressionar os custos do transporte e elevar o valor do frete, com reflexos diretos sobre cadeias como a do agronegócio.

Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a avaliação do governo é de que a cotação do petróleo ainda não provocou impacto suficiente nos preços internos para justificar a volta do benefício. Atualmente, seguem mantidos os subsídios de R$ 1,12 por litro para o diesel e de R$ 0,44 por litro para a gasolina.

A retirada da subvenção extra ocorreu em 1º de julho, após a queda das cotações internacionais do petróleo com o acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Com a retomada das tensões no Oriente Médio e a nova pressão sobre o mercado, o governo optou por manter parte dos incentivos, mas sem reativar o desconto adicional no diesel.

Para o setor produtivo, especialmente o agro, a decisão aumenta a atenção sobre os custos logísticos. O diesel representa uma parcela importante do transporte de cargas e qualquer alta no combustível tende a impactar o frete de grãos, insumos e produtos agropecuários.

Até junho, a União já havia desembolsado R$ 14,55 bilhões em medidas para conter os efeitos da alta dos combustíveis, incluindo R$ 5,5 bilhões mensais com a subvenção do diesel.

Por: Redação Caderno Agro