
O etanol foi o destaque entre os combustíveis que ficaram mais baratos em julho no Brasil. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o biocombustível registrou queda de 2,30% no preço médio nacional, encerrando o mês comercializado a R$ 4,25 por litro.
O recuo está diretamente ligado ao aumento da oferta interna, impulsionada pela safra recorde de cana-de-açúcar e pelo avanço da produção de etanol de milho, dois segmentos com forte participação do agronegócio brasileiro.
O levantamento do IPTL, realizado com base em abastecimentos registrados em 21 mil postos credenciados, mostra que a maior disponibilidade do produto ajudou a pressionar os preços para baixo, mesmo diante das oscilações do mercado internacional de petróleo.
De acordo com a Edenred Mobilidade, as tensões geopolíticas não têm impacto imediato sobre os valores praticados ao consumidor brasileiro. O diretor de Unidades de Negócio da empresa, Vinicios Fernandes, destacou que o cenário observado em julho foi favorecido principalmente pela maior oferta de biocombustíveis no mercado nacional.
Além do etanol, diesel e gasolina também encerraram o mês em baixa. O diesel comum apresentou redução de 2,15%, com preço médio de R$ 6,83 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 1,66%, para R$ 7,10. A gasolina teve retração mais moderada, de 0,59%, fechando julho a R$ 6,76 por litro.
Centro-Oeste entre as regiões com menor preço do etanol
O levantamento regional mostra que o Centro-Oeste permanece entre as regiões com os menores valores médios para o etanol, com preço de R$ 4,14 por litro, próximo ao registrado no Sudeste, que apresentou média de R$ 4,12.
A diferença entre as regiões reflete a proximidade dos grandes polos produtores de cana-de-açúcar e milho, matérias-primas utilizadas na fabricação do biocombustível.
Na outra ponta, o Norte apresentou o maior preço médio do etanol, a R$ 5,29 por litro, além de registrar os maiores valores para os demais combustíveis pesquisados.
Entre os estados, São Paulo teve o menor preço médio do etanol, com R$ 3,93 por litro. O estado, maior produtor de cana-de-açúcar do país, concentra grande parte da produção nacional do biocombustível.
O desempenho de julho reforça a importância da produção agropecuária na matriz energética brasileira, com o etanol ganhando competitividade a partir do aumento da oferta e da expansão das cadeias produtivas de cana e milho.
Por: Redação Caderno Agro
