
Uma nova mudança no tempo começa a ganhar força nesta terça-feira (1º) com o avanço de uma frente fria que se desloca rapidamente do Sul em direção ao Sudeste. A passagem do sistema deve provocar uma rodada de instabilidade em diferentes regiões do Brasil, com possibilidade de chuva intensa, temporais, granizo e rajadas de vento.
O sistema se formou a partir de processos de ciclogênese e frontogênese entre segunda e terça-feira e chega após um período de chuva persistente em áreas do Sul. Além de provocar queda nas temperaturas, a frente fria mantém o alerta para condições adversas em regiões produtoras.
No Sul, a instabilidade ainda aparece com força nesta terça. A chuva perde intensidade no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas continua em áreas do Paraná, especialmente no centro-norte, leste e litoral. O risco de temporais é maior no litoral e no leste paranaense e no litoral norte gaúcho.
As rajadas de vento podem variar de 50 a 70 km/h em partes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No litoral sul catarinense e no litoral norte do Rio Grande do Sul, os ventos podem chegar a 90 km/h. O mar também permanece agitado entre os dois estados.
A tendência é de melhora gradual na quarta-feira (2), com o afastamento da frente fria e do ciclone. A chuva diminui na maior parte da região, embora o litoral do Paraná ainda possa registrar pancadas fracas e isoladas. Há possibilidade de geada nos pontos mais elevados da Serra Catarinense.
No Sudeste, a frente fria avança por São Paulo nesta terça e encontra uma atmosfera ainda quente e úmida. O contraste favorece a formação de temporais, chuva de moderada a forte intensidade, granizo e ventos. O risco também alcança o Rio de Janeiro, o sul de Minas Gerais e o Triângulo Mineiro.
A capital paulista pode ter chuva a qualquer momento do dia, com possibilidade de volumes elevados e ventos fortes. Na quarta, o sistema avança em direção ao Rio de Janeiro e ao Espírito Santo, enquanto São Paulo começa a registrar redução das instabilidades.
Mato Grosso do Sul entra na rota das instabilidades
No Centro-Oeste, a aproximação da frente fria aumenta a formação de áreas de chuva em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Em MS, a previsão indica possibilidade de temporais, enquanto Mato Grosso pode receber chuva de moderada a forte intensidade.
O calor combinado à elevada disponibilidade de umidade favorece o desenvolvimento das nuvens carregadas. No leste de Mato Grosso do Sul e no centro-sul de Goiás, as rajadas podem alcançar entre 50 e 70 km/h.
Na quarta-feira, a instabilidade continua principalmente em Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Em outras áreas do Centro-Oeste, o tempo tende a permanecer mais firme e quente.
Nordeste terá contraste entre litoral e interior
Enquanto a frente fria provoca mudanças no Centro-Sul, grande parte do Nordeste continua sob predomínio de tempo quente e seco. A circulação marítima, no entanto, favorece a ocorrência de chuva no litoral entre Rio Grande do Norte e Alagoas, com possibilidade de volumes mais elevados entre Paraíba e Pernambuco.
No oeste da Bahia, a umidade relativa do ar pode cair para níveis entre 12% e 20%. Na quarta-feira, a influência da frente fria pode provocar pancadas isoladas no sul da Bahia e favorecer chuva também em áreas do Maranhão e Piauí.
Chuva se concentra no Norte
No Norte, as principais áreas de instabilidade ficam concentradas no Amazonas e em Roraima. Nesta terça, há previsão de chuva moderada a forte no oeste e norte do Amazonas e em Roraima, enquanto Acre, Rondônia e noroeste do Pará podem registrar precipitações mais isoladas.
No Tocantins e no sul do Pará, o cenário permanece marcado por calor e baixa umidade. Na quarta-feira, as chuvas continuam mais concentradas no Amazonas, Roraima, oeste do Acre e sul de Rondônia.
A passagem da frente fria reforça a necessidade de atenção no campo, principalmente em áreas onde a combinação de chuva intensa, granizo e ventos fortes pode afetar lavouras, estruturas e operações rurais.
Por: Redação Caderno Agro
