
As exportações da piscicultura brasileira somaram US$ 23,3 milhões no primeiro semestre de 2026, uma queda de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Embrapa Pesca e Aquicultura. Apesar de uma recuperação de 15% entre o primeiro e o segundo trimestre, os embarques seguem abaixo dos níveis registrados antes das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
De acordo com o pesquisador Manoel Pedroza, o principal fator para a retração foi o aumento das tarifas de importação aplicado pelos EUA. Mesmo após a redução da alíquota de 50% para 10%, em fevereiro deste ano, o mercado ainda não retomou o ritmo observado em 2025.
A tilápia continuou liderando as exportações brasileiras, especialmente na forma de filés frescos e refrigerados, produtos de maior valor agregado. Entre abril e junho, a espécie respondeu por 95% do valor exportado e por 91% do volume embarcado.
Outro destaque do período foi uma operação incomum envolvendo o Vietnã. Pela primeira vez, o Brasil exportou um pequeno lote de filé de tilápia congelado ao país asiático, tradicional fornecedor do produto ao mercado brasileiro. Segundo a Embrapa, a operação pode estar relacionada à reexportação de cargas que tiveram a entrada restringida em estados brasileiros.
Mesmo com sinais de recuperação nas vendas externas, a Embrapa avalia que o cenário ainda exige cautela, já que as incertezas comerciais continuam afetando a confiança das empresas exportadoras e o desempenho da piscicultura nacional.
Por: Redação Caderno Agro
